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Tesouro, não se misture com essa gentalha! | A Toca do Calango | Nível 4

A Toca do Calango é uma coluna semanal que dará dicas de interpretação e narração do hobby mais fantástico e ilimitado já criado: o RPG. Textos novos toda quarta-feira.

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Sim, jovem gafanhoto! Estamos de volta por mais uma semana! Que coisa, não? Desta vez viemos falar de um assunto polêmico (mamilos!), que mata 1 a cada 4 personagens de RPG: o tesouro!

Esses dias eu estava assistindo uma partida de RPG de um grupo que eu não conhecia, mas já admirei pacas. O sistema era bem próximo do que eu estou acostumado, ainda palpitei, mas logo percebi que haviam várias diferenças pequenas que mudavam tudo, então parei para observar e conversar um pouco mais para entender como a história estava. Logo vieram as surpresas nada agradáveis, naquela aventura haviam duas coisas que matavam mais heróis do que qualquer monstro (na verdade os monstros eram a última coisa a se temer): escadas e tesouro! Escadas pela queda, e o tesouro na hora da partilha. Rimos muito.

O tesouro é algo que deve ser controlado na ponta do lápis por um Narrador pouco experiente, e mais ainda por um veterano. Pontos adicionais, dinheiro na mão, número de poções de cura, crédito no banco, tudo deve ser devidamente anotado. Quando algum personagem encontra um tesouro é uma verdadeira festa, ou talvez uma carnificina, porque itens bons, ou razoavelmente agradáveis já é um estopim para mais duas horas de confusão se não houver unicidade na equipe. E acreditem: o Narrador fará de tudo para que o circo pegue fogo!

Em contrapartida um tesouro nem sempre é o que parece. Pode não ser um baú de moedas douradas, nem uma pilha de ouro sob o dragão adormecido, afinal, como há várias formas de se resolver o mesmo problema, há também várias formas de se apresentar um tesouro. Lembrem-se, jovens gafanhotos, que o limite é a imaginação, e ela não tem limites!

Imagina um tesouro que, na verdade, é o segredo alquímico escondido séculos atrás pelo famigerado Nicholas Flamel para transmutar chumbo em ouro! Quem sabe um novo chip militar com segredos de senhas universais capaz de parar completamente um ataque de máquinas assassinas do governo! Ou talvez o cajado de um profeta que revela minutos no futuro sempre que o personagem está com vontade de fazer xixi! Quantas possibilidades, não é mesmo?

Cada personagem também pode ter a sua visão de tesouro que será, na maioria das vezes, o seu objetivo pessoal (completar sua vingança, encontrar seu irmão perdido ou achar a cura de sua maldição). Talvez salvar o seu clã,recuperar um objeto sagrado da sua ordem religiosa, expurgar o mal que assolava a mansão de uma família local. Todas as opções são válidas.

Qual foi o tesouro mais incomum que você encontrou, jovem gafanhoto?

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