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Resenha | Dragão Brasil 114

DB 114 - Fundo de telaA Dragão Brasil 114 alcançou mais de 2.500 assinantes, entre eles este colaborador que vos escreve. A saga continua voraz pelo site da apoia.se e parece que o sucesso está se consolidando mês a mês. Recebemos a nossa edição e vamos falar dela nas próximas linhas.

A edição de novembro veio com mais de 140 páginas, bem mais que a edição 113 que marcou o retorno da velha DB. Logo no editorial é relatado o sucesso ao redor do retorno da revista, seguido pelas Notícias de Bardo em parceria com a já famosa RPG Notícias, tudo cheio de links para você ir direto na fonte da notícia. É a velha DB se renovando (de novo).

Os Pergaminhos dos Leitores é sempre uma diversão à parte. Aqui chegam os mais efusivos agradecimento dos leitores, mais tentativas esdrúxulas de burlar (ou favorecer) as regras de algum sistema e mais maluquices com os Paladinos sobre a ressurreição inesperada. Sim, Sir Holland (Zambi) está de volta, e ele salva novamente o dia (ou não!).

Na área de Resenhas os editores escolheram Sob a Redoma de Stephen King, He Never Died de Henry Rollins e Neuromancer de William Gibson. Lado B do RPG trabalha um pouco do que é o The Quiet Year, escrito por Eduardo Caetano, que fala sobre jogos independentes. E o Gabinete de Saladino não poderia nos deixar menos perturbados trazendo uma das fobias mais aterrorizantes: palhaços. Um pequeno relato da história cinematográfica e eu já começo a me sentir estranho por ver aquelas fotos bizarras.

As adaptações na revista continuam maravilhosas. Doutor Estranho saiu dos cinemas para ser adaptados em Mutantes e Malfeitores, Mago: A Ascenção e 3D&T. Overwatch, o premiado jogo da Blizzard Entertainment, teve 10 dos 23 personagens mais queridos (e apelões) adaptado para 3D&T, deixando os demais para a próxima edição. São excelentes adaptações, bem equilibradas, que coletaram a alma de cada cenário e personagens, um bom gancho para inserir qualquer elemento em sua própria campanha.

Com as Dicas de Mestre voltou também um assunto recorrente nas mesas de RPG: se existem NPCs tão poderosos, porque eles não resolvem tudo? Esta é uma dúvida que já surgiu em uma mesa que eu narrei e, bem, foi complicado responder na época. O texto escrito pelo Marcelo Cassaro trabalha as ideias e tramas por trás de personagens poderosos e como eles podem influenciar o mundo à sua volta. O tio Cassaro não iria errar a mão nisso.

A Gazeta do Reinado desta vez tramando contra (ou com) dragões, política abalada, problemas geográficos e uma ameaça fantasma. No Monster Chefe (que eu adoro), o primeiro monstro criado pelo programa dá as caras na revista de forma oficial. Já o Chefe de Fase é nada menos que um convite para um café com Luke Cage, o Poderoso da Marvel e queridinho da Netflix, quebrando tudo em Monstros & Malfeitores e 3D&T.

Uma das coisas que mais gostei aqui foi a Toolbox. Também uma chamada de capa, ele dá várias dicas úteis de como manter uma boa continuidade para a sua campanha ou história escrita. Acredito que é de longe a melhor parte da revista, principalmente por trazer dicas pessoais do editor e escritor Leonel Caldela, uma pena que durou apenas 4 páginas.

Para quem sempre achou as batalhas no RPG muito simplistas, em dado momento até meio sem graça, as manobras de combate da Caverna do Saber dão aquele “jeitinho” para adaptar as manobras mais queridas para qualquer luta na sua aventura. Mesmo a maioria dos Narradores sabendo como se deve criar uma boa aventura, o “feijão-com-arroz” do Mestre da Masmorra desvenda como equilibrar a sua aventura antes de começar a mestrá-la. Uma ótima pedida para aquele aventureiro veterano que quer se meter nas veias narrativas e não sabe bem por onde começar.

Quem nunca assistiu um anime futurista e ainda não se imaginou pilotando um mecha? Sim, aqueles mirabolantes robôs gigantes! Brigada Ligeira Estelar, um cenário 3D&T futurista, promete resolver os seus problemas. Além de traçar o histórico desse cenário por 6 páginas, ainda rola umas dicas para mais material no site da Jambô.

Mas se a sua pegada ainda é para Star Wars: Rogue One saibam que a velha Dragão não se esqueceu de nós. A Tesouros Ancestrais traz de volta os Jedi, sua Ordem e Força, para Tormenta RPG, encaixando a antiga ordem de uma fantasia espacial viver sem problemas no mundo da fantasia medieval.

Um especial “Mestrando de Ouvido” trouxe uma coisa que eu já usei (pouco) em minhas campanhas: aventuras baseadas em músicas. As dicas foram desde o brega Fuscão Preto de Almir Rogério, passando por Jonny Cash, Queen, Titãs, Raimundos, Ramones e outros. Cada gancho é único e capta bem a alma das músicas. É uma excelente pegada para qualquer cenário de jogo, até mesmo para aventuras rápidas. Eu estou seriamente inclinado a de novo, aguardem meus queridos jogadores.

A Guilda do Macaco parece ter vindo pra ficar, outra sacada genial dos editores-jogadores, que resolveram mostrar suas habilidades RPGísticas e, postos à prova, enfrentam aventuras criadas por eles mesmos para seus personagens. Aqui um breve resumo de como tem sido as transmissões no seu canal do Twitch, as planilhas atualizadas de Lothar, Nargom, Klunc, Kadeen e Calamis. Para finalizar um mini-conto escrito pelo Leonel Caldela dentro da história.

Contos parecem querer voltar para a revista, e isso é ótimo. Aqui o próprio J.M.Trevisan conta a história de Cara de Rato, um malandro sobrevivendo em uma São Paulo Cyberpunk. Um espaço unicamente para contos dos próprios leitores (nesse caso, dos colaboradores) seria uma ótima pedida participativa.

Para finalizar, quadrinhos dentro de Tormenta trazem um personagem querido de volta às páginas, e em seguida a (enorme) lista dos Aventureiros e Conselheiros que estão colaborando com o apoia.se da Dragão Brasil.

Sério! Esse sucesso está me deixando muito feliz. Vida longa à Dragão Brasil!