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Resenha | Dragão Brasil 113

DB 113 - Wallpaper
Capa da Dragão Brasil 113: O Rei dos Dragões Vermelhos Sckhar e a Rainha dos Dragões Brancos Beluhga.

Eu vivi para ver a Dragão Brasil retornar dos mortos, em uma névoa mística de nostalgia na edição 112. Sim, a DB retornou, e depois de uma edição especial que comemora a dedicação e memória saudosa dos fãs ela mostrou força para continuar, e promete durar muito mais.

Logo no editorial, o textão do retorno: Hoje sim! Ah, que saudade desse editorial que sempre contou um pouco da própria Dragão, suas dificuldades e sonhos de serem sempre um pouco melhores a cada edição. É bom ter vocês de volta, editores. Seja bem-vinda de volta, Dragão Brasil. Porém o mais curioso foi ter um Pergaminhos dos Leitores, mas como sempre os Paladinos conseguem resolver esse problema fácil. E Sir Holland está de volta!

Trevisan traça uma Resenha sobre Dados & Homens, livro que conta a história de como o primeiro RPG – Dungeons and Dragons – foi criado. Lado B do RPG sob o controle de Eduardo Caetano, detalha RPGs pouco conhecidos e desta vez ele fala sobre os pontos fortes de fracos de Sertão Bravio.

Adaptações sempre foram um forte da revista. No Man’s Sky – jogo de exploração planetária espacial – é adaptado para 3D&T. Nada mais justo para o sistema da casa abrigar um cenário sem proporções. E se essa adaptação não for suficiente ainda tem uma centena de ganchos de aventuras para você não criar uma desculpa esfarrapada para os seus jogadores e finalmente ter em mãos algo mais bacana antes de começar sua história.

Os contos voltam a animar mais ainda a revista. Dedicação escrito por Guilherme Dei Svaldi traça um conto em uma vila de pescadores, com um pouco de artes marciais e filosofia e desafios. Sempre gostei desse espaço, e oito páginas para contar essa história foi bacana para começar. Ainda mais sabendo que escritores é o que não falta, a revista tem um diferencial maravilhoso nesse aspecto.

Um elfo como Chefe de Fase? E porque não? Thaethnem Taheldarien (eita nome grande) não é um elfo comum, e chega com sua história e planilhas, totalmente adaptado para Tormenta RPG e D&D 5ª Edição.

A novidade na revista é o Monster Chef. O programa, nitidamente inspirado em programas culinários com um suave toque sádico dos apresentadores, cria uma nova receita e ao final um monstro novo em folha está pronto para aterrorizar a sua campanha. Aqui surge o Shlurp, o devorador indolente. (Seja lá o que isso signifique).

Também tem a estréia da Brigada Ligeira Estelar, um espaço para atualizar esse cenário feito sob medida para 3D&T, o RPG mais querido do Brasil. O mesmo feito que a Gazeta do Reinado tem mantido fielmente e retorna agora para atualizar os narradores de jogadores de Tormenta RPG.

A nostalgia parece não ter fim com a história de Tormenta, cenário brasileiro de fantasia medieval, contada por oito páginas, saindo de 1999 até hoje e com planos futuros já em mente. É claro que a revista não poderia deixar de mostrar qual a edição preferida de cada editor. J.M. Trevisan, Marcelo Cassaro, Leonel Caldela, Guilherme Svaldi, Rogério Saladino e Gustavo Brauner dizem qual edição marcou a sua vida com a Dragão Brasil.

A revista retornou mesmo com tudo. O melhor é a nostalgia em torno do modelo que foi mantido, bem perto do original de dez anos atrás, sempre se renovando. Se depender dos fãs parece que teremos muito material pela frente, e muitas edições para comemorar esse retorno.

E você? Qual a sua Dragão Brasil preferida?