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O que (não) é o RPG? | A Toca do Calango | Nível 1

A Toca do Calango é uma coluna semanal que dará dicas de interpretação e narração do hobby mais fantástico e ilimitado já criado: o RPG. Textos novos toda quarta-feira.

rpg

Quem viveu a Era de Ouro do RPG no Brasil sabe do que vamos falar aqui. Essa mesma época era também a que mantinha Vampiro: A Máscara como a escolha número 1 das mesas de RPG tupiniquins. Isso para os grupos que não estavam jogando Pokémon no Defensores de Tóquio.

“Afinal, o RPG é um jogo ou um hobby?”, você pergunta. Calma, jovem gafanhoto! Essa resposta você é quem vai dar ao final da coluna de hoje. Lembra que quando você está marcando uma nova sessão com seus amigos surge aquela frase tipo “E aí, quando vamos jogar RPG?”. É algo bem comum no seu grupo, não é? Marcar um dia, em que todos estarão com tempo livre, além de ser uma tarefa praticamente impossível se mostra também um esforço colossal. Mas para responder às perguntas mais comuns quando se fala em “jogar RPG” vamos primeiro aos fatos, divididos em perguntas básicas.

Então quem raios ganha esse jogo? Como diria o incrível, cósmico e apelão Marcelo Cassaro, alguém a quem eu admiro bastante: Ninguém e Todos. Não há prêmio real no final. O RPG é uma história sendo contada por alguém, onde os heróis, ou os personagens principais são os seus amigos, os outros jogadores. Talvez o maior prêmio seja alcançar o final da aventura.

dungeonMas se ninguém ganha nada, pra quê jogar?

Por diversão. Sim, diversão! Da mesma forma que você brincava de “polícia e ladrão” quando criança, cada aventura que o Narrador cria se baseia em algo novo, talvez um mundo que apenas os Personagens-Jogadores (PJs) serão capazes de viver, ou suportar. Ou então um mundo que já se foi, como a era medieval (geralmente uma fantasia medieval). Ou quem sabe um mundo que está por vir, como a era das máquinas (alguém falou Exterminador do Futuro?). Então se você está jogando, ou narrando, uma aventura ou campanha que não está gostando repense em tudo. “Alguém está se divertindo?” ou “Será que é possível melhorar essa aventura?” E se a resposta for “sim” para as duas perguntas sua Campanha está salva! Podem continuar.

Diversão é a alma do negócio! Então se você é um Narrador, um Mestre de RPG, saiba que esta é a sua responsabilidade. Criar tramas na sua aventura, dar um pequeno tom de comédia para quebrar o clima tenso, fazer viradas de roteiro (plot twist) inventivas, prender a atenção dos jogadores. Já os jogadores tem o sublime e único dever de pensar qual a melhor forma de interpretar o seu personagem, é como o teatro, crie tiques, gestos, posições, frases comuns, personalize! Quanto mais apegado você ficar ao seu personagem, maior será a vontade de mantê-lo vivo em uma aventura. (Ou quem sabe até mantê-lo inteiro.)

E então, jovem gafanhoto? RPG é um jogo ou hobby?

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