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Jogadores jogando o jogo | A Toca do Calango | Nível 2

A Toca do Calango é uma coluna semanal que dará dicas de interpretação e narração do hobby mais fantástico e ilimitado já criado: o RPG. Textos novos toda quarta-feira.

 

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Seja bem-vindo de volta, jovem gafanhoto! Descobrimos semana passada que RPG não é um jogo! E… O quê? Você não leu nosso artigo anterior? Porque a coisa vai apenas evoluir de lá para cá.
É sério, eu prometo!

Não basta apenas debater sobre o que (não) é RPG, temos que colocar cada personagem em seu devido lugar. Agora vamos falar um pouco do que são os jogadores, onde vivem, do que se alimentam, tudo isso e muito mais n’A Toca do Calango de hoje.

Quando falamos em jogadores alguns já pensam que todos estarão competindo entre si, o que não é verdade. No RPG os jogadores tem a função de se ajudarem mutuamente, ou não terão condições de continuar a aventura de forma alguma. Seja em um grupo racial misto na Terceira Era da Terra Média, ou dentro de um Clã Assamita em Vampiro: A Máscara, os Personagens-Jogadores precisarão trabalhar em conjunto, em união, porque cada problema a ser enfrentado terá o nível de desafio de todos os jogadores juntos.

Então os Personagens-Jogadores chegam ao final de uma masmorra, e o vilão final é um terrível anão cinzento que almejava o metal mais precioso da terra, já em suas mãos na forma de um martelo místico, agora precisa testar sua nova criação nos personagens xeretas. Porém, somente com os 4 personagens do começo da aventura trabalhando em equipe será possível derrotar aquele terrível vilão e os seus planos cabeludos. Não três, não dois, não um, mas quatro!

Além de ser uma ferramenta didática fantástica, já utilizada com sucesso por professores em diversos lugares no Brasil (e obviamente no mundo), o RPG também é união, trabalho em equipe,  confiança. É dar a cada personagem uma habilidade única que os outros não terão, fazendo com que os demais dependam desta habilidade. É fazer os jogadores aprenderem que na vida você precisa ajudar  o outro a remar, ou todos morrerão à míngua no mesmo bote.

Ser um jogador é ter o poder de criar e dar vida a um personagem que será único, terá uma personalidade própria e um trato social a ser desenvolvido. Terá aliados, inimigos, poderes, fraquezas, assim como nós temos. É dar ao seu alter-ego uma razão para continuar vencendo desafios, participando de novas aventuras, desvendando novos mistérios, vivendo intensamente. Tudo isso podemos fazer de verdade, mas não com a mesma intensidade que nos contos miraculosos do RPG, onde o limite é a nossa imaginação.

A função principal de um jogador, além daquilo tudo o que falamos antes, é de jogar limpo! Nunca tenha pertences além do que o Narrador te deu, além de você desequilibrar o jogo que ele passou três meses planejando rapidamente você irá enjoar, ou desmotivar os demais companheiros. Nunca trapaceie almejando vantagens acima dos demais. Não seja um babaca. Ter uma Espada Lendária dos Sete Trovões deve ser “o ó do borogodó”, mas não terá sido se você não mereceu recebê-la com suor, sangue e pontos de experiência.

Crie, interprete e viva muitas aventuras.

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