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Quadrinhos em Cordel | DC Encarnada

Pow, plaw, soco, explosão, espada, faca, tridente, braço decepado, bomba incontrolável explode, realidade começa a diluir, o nada vem chegando, RUN BARRY, RUUUUN…

E esse foi o ponto de ignição pro inicio dos Novos 52, lá pelos não tão distante setembro de 2011, com o fim da megasaga Flashpoint, aqui no Brasil batizda como Ponto de Ignição e publicada em minissérie mensal pela panini. Nessa saga Barry, após ter renascido, é o Flash, e acaba parando em uma linha do tempo alternativa que acabou substituindo a original da Terra-1, após ele ter voltado no tempo e salvo sua mãe de ser assassinada, gerando assim uma onde de choque temporal que modificou toda a linha de acontecimentos que haviam tornado aquele universo o que era.

Mundos colidem, quando o Flash conserta a linha do tempo após os desastres de Flashpoint, mas acaba tendo tudo alterado novamente com uma mãozinha da Pandora.
Mundos colidem, quando o Flash conserta a linha do tempo após os desastres de Flashpoint, mas acaba tendo tudo alterado novamente com uma mãozinha da Pandora.

Mas no final, tudo deu certo, e ele “conserta” o vacilo, porém, uma entidade conhecida por Pandora, aquela dos mitos gregos mesmo, da um toque na malha da realidade e muda tudo novamente, nascendo assim a nova Terra Prime, a Terra-0. Digo nova terra Prime, pelo motivo de que antes do reboot ja existiu uma terra Prime, que era a Terra do nosso universo, também conhecida como Terra-33, que aliás, voltou a existir na minissérie Multiversity, ufa, já tava aqui vazio só de pensar em nossa terra continuar no limbo do esquecimento.

Arte de apresentação da nova formação da Liga da Justiça, por Jim Lee
Arte de apresentação da nova formação da Liga da Justiça, por Jim Lee

A nova Terra Prime estreou com Justice League #01, arte de Jim Lee e roteiro supostamente do Geoff Johns, mas me recuso a acreditar que toda aquela palhaçada não foi desenvolvida somente pelo Lee e o Johns somente assinou. Com esse ponto de partida todos os títulos da DC foram renumerados, assim como suas respectivas cronologias, nasceu um novo universo, com novas histórias, novas ideias e novos começos.

A Liga da Justiça Multiversal do Morrison para a minissérie Multiversity. Arte de Ivan Reis.
A Liga da Justiça Multiversal do Morrison para a minissérie Multiversity. Arte de Ivan Reis.

E em abril deste ano foi as bancas estadunidenses Convergence #1, uma série semanal que durou dois meses, dando um total de oito edições. Com essa série a DC, que já havia trazido o Multiverso de volta com Crise Infinita, também trouxe o Hipertempo, e as realidades infinitas, que já existiram e ainda hão de existir. A saga em si não tem muita coisa interessante, ou nova, na verdade é só um fechamento pros eventos que vinham se desenrolando nas revistas Terra-2 e Terra-2: Worlds End, mas seus tie-ins eram homenagens a diversas séries, eventos, momentos e personagens muito queridos dos leitores da editora, todos com duas edições cada, sendo assim um prato cheio pra quem curte uma leitura descompromissada e nostálgica no mais amplo sentido da palavra.

Arte promocional de Convergence, ao centro o antagonista da série, Telos, que atualmente também possui uma série própria desbravando os acontecimentos que mudaram o universo após o que ocorreu na série.
Arte promocional de Convergence, ao centro o antagonista da série, Telos, que atualmente também possui uma série própria desbravando os acontecimentos que mudaram o universo após o que ocorreu na série.

Mas a cereja do bolo foi em junho deste ano, com o fim do selo New 52 e o inicio de uma nova fase chamada apenas de #DCYou, acompanhada do retorno das séries que haviam sido pausadas para a Convergência, e também o lançamento de várias novas séries. Enquanto os Novos 52 foram marcados por vendas absurdas e muitas histórias medianas, essa nova fase trouxe histórias marcantes, onde praticamente todas as revistas são sucesso de crítica, e todo o publico que lê e acompanha está dando um ótimo feedback.

Nova formação, novos visuais, novo rumo e tudo isso a partir das edições #41 dos títulos DC. Essa formação aparece pela primeira vez em Detective Comics #45
Nova formação, novos visuais, novo rumo e tudo isso a partir das edições #41 dos títulos DC. Essa formação aparece pela primeira vez em Detective Comics #45

O DCYou trouxe uma infinidade de novos títulos, abraçando ainda mais a multiversidade que foi oficialmente estreada na série Multiversity, de Grant Morrison. E com isso títulos para todos os publicos, que vão desde o space opera do Lanterna Verde, ao cômico com as edições da minissérie do Bizarro, e o infanto juvenil com Gotham Academy, o horror com Gotham By MidNight, o sci-fi de ação com Midnighter, as conspirações entre espiões com Grayson, a ação desenfreada com Deathstroke, as críticas politicas e sociais com Suicide Squad e Omegamen, e por aí vai.

Pra finalizar, agora vou ler o Martian Manhunter, recomendo fazerem o mesmo, ele tem arte de Eber Ferreira e Eddy Barrows e roteiro do espetacular Rob Williams.

Continuem correndo.finalframe