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Dungeons and Dragons | Empresa mal anuncia tradução e já surge uma polêmica (Atualizado 2)

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Logo da FMR.

Avisamos que o texto está sendo cada vez melhor reformulado para explicar o caso da melhor forma possível. Adicionamos informações que vão surgindo todos os dias, sempre com um resumo para deixar essa confusão um pouco mais clara.


A notícia original foi publicada no dia 22 de março de 2017, às 07h22.


Fire on Boards Jogos anunciou que será a responsável por traduzir os três livros básicos de Dungeons and Dragons 5ª Edição, lançada nos EUA em 2014, e lançá-los no Brasil ainda esse ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21), às 14h20, como mostrado em nossa página.

Quase uma hora depois do anúncio, uma bomba no perfil do Antonio “Pop” Sá Neto, Sócio Diretor e Editor Chefe da Redbox Editora trouxe uma denúncia a respeito do anúncio. O “textão” traz informações sobre o processo de negociação, reuniões e tradução do material original, e ainda alguns poucos detalhes sobre coisas estranhas que vinham acontecendo durante o processo.

Resumindo bastante: basicamente a tradução dos livros ficariam à cargo de três editoras distintas, sendo elas a Redbox Editora, a Meeple BR Jogos e a Fire on Board Jogos, em um empreendimento conjunto (Joint Venture). Tudo corria bem, meio que às pressas e com um pouco de pressão pela responsabilidade tamanha que é traduzir um D&D. O problema surgiu nas negociações, que levaram mais de um ano e deveriam ser feitas em nome de uma nova empresa chamada FMR (Fire-Meeple-Red, controlada pelas três), e como uma reviravolta o contrato foi assinado no nome integral da Fire on Board Jogos, deixando as outras duas empresas a ver navios e com todo o trabalho de mais de um ano jogado ao vento.

Pronto. Essa declaração do Antonio Pop foi suficiente para começar a crucificação da Fire on Boards jogos, tanto em perfis de jogadores de RPG e fãs de Dungeons and Dragons, quando na própria página da empresa no Facebook. Quatro horas depois da denúncia veio a resposta do João Barcelos, CEO da Fire on Board Jogos.

Aqui merece também um resumo. Barcelos afirma que toda a negociação foi iniciada por sua empresa e as demais foram convidadas a fazer parte colaborativa do projeto, e não sócias. Também não houve outro interlocutor a não ser o próprio Barcelos. As próximas linhas explicam que as acusações não tem fundamento e que tudo será levado para uma solução na Justiça.

[Atualização 1 – 22/03 10h28] Pouco tempo depois a Meeple BR Jogos (o M do que seria a editora FMR) lançou uma nota que confirma a versão do Pop, da Redbox Editora.

Em resumo, a Meeple BR Jogos confirma cada linha escrita pelo Pop em defesa da Redbox, e a coisa só piora para o lado da Fire on Board Jogos. A nota começa refletindo sobre a situação sócio-política do país, e termina debatendo sobre o um tipo de “karma” — indiretamente pedindo um boicote caso a FoB leve a tradução e lançamento para frente. A Meeple também afirma que irá levar o caso para os tribunais. [Fim da Atualização 1]

[Atualização 2 – 23/03 21h14] O blog do Fabiano Neme, um dos sócios e advogado da Redbox, trouxe vários prints nesta quarta-feira (22) com diálogos e diversas provas sobre o caso. Nele o próprio Neme brinca um pouco com a situação e conta a história de trás para frente, sou seja: da polêmica até as negociações iniciais.

A Redbox Editora se posicionou oficialmente nesta quinta-feira (23) sobre o caso, porém desta vez ela traz inúmeras provas e refutações para as alegações de Barcelos, da Fire on Board Jogos. O texto tem várias imagens, prints de e-mails, print de planilhas, e muitos prints de documentos oficiais enviados para a regularização e licenciamento em nome da FMR, isso além do logo criado pensando nas três empresas (imagem ilustrada no começo da matéria).

No fim do post o Pop divulgou um vídeo de uma reunião com Igor Moreno, que viria a ser o chefe da tradução dos livros, quando ele anunciou que após quase um ano, estava sendo formada a FMR e que começaria a parte mais pesada do trabalho: a adaptação das mais de duas mil linhas de termos.

[Fim da Atualização 2]

Com a promessa de se levar o assunto aos patamares judiciais, e com as provas de todo o processo que o outro lado afirma ter, essa história apenas começou e, aparentemente, a maioria dos RPGistas brasileiros já escolheram um lado: o da Redbox Editora, empresa que já tem um nome maior com respeito ao RPG nacional, principalmente no estilo “fantasia medieval”, com a Old Dragon, por exemplo, uma clara homenagem ao bom e velho Dungeons and Dragons.